NA PARAÍBA, SEMINÁRIO DEBATE VIGILÂNCIA E CONTROLE DAS ARBOVIROSES
Escrito por Luciana Teixeira em 17/08/2026

Promovido nesta segunda (17), na Paraíba, o 3º Seminário de Vigilância e Controle Vetorial das Arboviroses (dengue, chikungunya e zika). O objetivo foi fortalecer a atuação dos profissionais de vigilância em saúde ambiental e controle vetorial dos municípios com aumento de casos, com foco na utilização das ovitrampas (armadilhas usadas por órgãos de saúde para monitorar a presença e a quantidade do mosquito Aedes aegypti), além de promover a atualização sobre o cenário entomológico das arboviroses no estado. O evento ocorreu, durante todo o dia, no Hotel Littoral, na capital.
O seminário reuniu coordenadores municipais de Vigilância Ambiental e supervisores de Agentes de Endemias, profissionais que atuam diretamente nas ações de vigilância e controle vetorial nos municípios paraibanos.
A gerente executiva de Vigilância em Saúde, Talita Tavares, destacou a situação climática como sendo um agravante para o aumento de casos. “Nós estamos num cenário atípico, com aumento de casos em algumas regiões, nesse período, quando, geralmente, é registrado no início do ano. O que tem contribuído para isso é o aumento das temperaturas e a chegada do El Niño”, disse.
A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (Cosems), Soraya Galdino, chamou a atenção dos municípios para que cada um faça o dever de casa. “Vocês precisam entender que nós estamos em risco grande por conta das variações climáticas, com temperaturas muito elevadas e precisamos estar atentos a esse problema e trabalhar de forma incessante em cada bairro do seu município, para que não haja a proliferação do mosquito”, observou.
O representante do Ministério da Saúde, o consultor técnico Ricardo Augusto Passos, também falou da importância de ter uma organização para enfrentar o El Niño. “Que nesse evento a gente possa discutir várias alternativas e estratégias, repensando como serão executadas as ações lá na ponta, nos municípios. Devemos tirar daqui o melhor resultado evitando que essas arboviroses ocorram e, principalmente, os óbitos, que são evitáveis”, pontuou.
Ovitrampas – São armadilhas usadas para monitorar a presença e a densidade do mosquito Aedes aegypti. Elas consistem em um vaso escuro com água e um suporte (palheta) onde a fêmea do mosquito coloca os ovos, permitindo mapear áreas de risco antes de surtos de dengue, zika e chikungunya.
Boletim das arboviroses – Até a semana epidemiológica nº 30 (de janeiro a agosto de 2026), observou-se que os casos prováveis de arboviroses em 2026 totalizam 5.818, sendo 97,46% para dengue; 2,49% para chikungunya e 0,05% para Zika.
SECOM/GOV PB